1 – Despertar a curiosidade e a imaginação da criança 2 – Oferecer à criança materiais simples para que inventem suas brincadeiras 3 – Os pais devem educar com sentido profissional
1 – Despertar a curiosidade e a imaginação da criança
“As crianças de hoje, sobretudo as mais novas, não são como as crianças de gerações anteriores: elas são hiperativas, dispersas, têm dificuldades para estabelecer vínculos, demonstrar afeto e aceitar a autoridade, quer de pais, professores ou cuidadores. Falta-lhes despertar a curiosidade (el assombro), a imaginação e a motivação intrínseca, que as mobilizem para a descoberta do novo em busca de respostas às próprias indagações, até porque quase tudo lhes é dado pronto para evitar questionamentos e poupá-las de dissabores”, diz Maria Elizabeth Bianconcini de Almeida (PUC/SP)”, na introdução do livro Educar na curiosidade, de Catherine L´Ecuyer.
A educação familiar e a escolar são desafiadas hoje a repensar o modelo mecanicista da nossa época, que marca ritos padronizados a que todas as crianças são submetidas por meio de métodos iguais impostos a elas, sem avalizar as condições e as necessidades de aprendizagem de cada uma. Cada vez mais as crianças deixam de aprender por descoberta e aprendizagem, que aguçam a imaginação e a inteligência. Ao dar a elas brinquedos ou aparelhos em que basta apertar o botão para ter tudo pronto, deixa-se de oferecer circunstâncias minimamente estruturadas para que elas possam ser criativas, conheçam os limites pessoais e aprendam a ter paciência ao não ter tudo o que querem atrás de um botão (importa que o botão esteja dentro de criança, e não fora dela).
Outro erro educativo atual é a chamada hipereducação, que procura antecipar as etapas de desenvolvimento cognitivo, social e afetivo das crianças, a fim de criar “supercrianças” ou “Baby Einstein”. Com isso, o que fazem é retirar as crianças do entorno familiar, do contato prolongado com os pais, que são os únicos e mais eficientes educadores do temperamento, caráter e educação dos sentimentos dos filhos. A criança necessita estar em sintonia com o seu entorno, e não se prender a telas digitais horas a fio. Os pais devem fomentar jogos de inteligência (lego, xadrez, quebra-cabeça), colecionismo, entre outros; devem ensinar a criança a participar nas tarefas ou encargos para o bom andamento do lar, a ter horário para brincar, fazer as refeições, banhar-se, pois a disciplina familiar ajudará no desenvolvimento do autocontrole ao não se deixar levar apenas pelos caprichos de cada momento.
2 – Oferecer à criança materiais simples para que inventem suas brincadeiras
Ao receber materiais simples, a criança não viciada em telas digitais passa a desenvolver seus próprios brinquedos e diverte-se e aprende as normas de convivência ao brincar com outras crianças. O silêncio e a reflexão da criança ao ter nas mãos objetos simples – talvez embalagens vazias –, com os quais pensa no modo de interagir com eles, passa a desenvolver naturalmente suas capacidades motoras e cognitivas. Ao contrário, ao clicar botões de telas digitais, a quantidade de informações e de imagens que passam diante dos olhos da criança (há desenhos que mudam oito vezes de cena por minuto) impedem que que o cérebro as assimile e coordene, sendo o resultado o mesmo que a água sobre pedra, que não deixa rastro. Ao perguntar a um adolescente se recorda o que viu nas quatro horas que passou no celular dois dias atrás, não saberá responder. Ao contrário, se ele leu um conto, fábula ou aventura certamente recordará o conteúdo da narrativa e terá aprendido novas palavras, formas de expressão e colheu experiência para a sua própria vida, pois a leitura calma e serena das boas obras literárias penetra na alma.
3 – Os pais devem educar com sentido profissional
Os pais devem educar seus filhos com sentido profissional, e não como amadores. A pedagogia familiar é hoje uma ciência rica em conteúdo para a educação comportamental de crianças e adolescentes, pois baseia-se na experiência que aporta o método do caso. Para isso, sugerimos a leitura de obras mencionadas, por exemplo, em https://www.ariesteves.com.br/livros/ e nos boletins à disposição nesse site, como também em lives de João Malheiros (jebmalheiros) e Samia Marsili, no Youtube, a fim de assumirem com eficiência a tarefa mais importante de suas vidas e o melhor negócio que possuem: a família.
Texto produzido por Ari Esteves, com base no livro “Educar na curiosidade”, de Catherine L’Ecuyer, Editora Fons Sapientiae, São Paulo, 2016. Imagem de Andrea Piacquadio.
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