Prudência é virtude necessária para quem quer acertar na vida, pois ajuda a decidir sobre a melhor maneira de atuar em cada momento. Ela protege o corpo, por exemplo, ao indicar que para consertar um aparelho elétrico é preciso antes desconectá-lo da tomada; e protege a alma ao dizer para não navegar à toa na internet, a fim de evitar choques psicológicos. Choque psicológico? Sim, pois o navegar sem rumo e movidos pela curiosidade frívola fragiliza emocionalmente porque entope os olhos, a memória, a imaginação e, por consequência, a inteligência e a vontade, com imagens desconexas que conduzem a uma vida superficial, perdas de tempo, vícios ou adições, enfraquece a mente para um pensar profundo… Com tais ingredientes, o espírito se vê sem forças para contradizer os apelos do sentimentalismo, comodismo e da sensualidade.
Um bisturi faz maravilhas nas mãos de um bom cirurgião, mas nas mãos de um menino pequeno é perigoso e causará estragos irreparáveis. Utilizar a internet para o que é útil e necessário é prudente, mas ser utilizada por uma criança é um perigo que os pais não devem perder de vista. A prudência é o melhor filtro para fazer bom uso da internet: disciplina e autorregula quem a possui, faz aproveitar o tempo para assuntos mais úteis, modera a curiosidade, protege a intimidade ao resguardá-la do péssimo protagonismo de falar de si, evita consumir ou enviar imagens e vídeos inconvenientes, e por aí vai…
Pais e educadores precisam dialogar com as crianças, adolescentes e jovens para ajudá-los a pensar sobre os perigos que pululam na web, a fim de que formem bem a própria consciência e se autoadministrarem, pois este é o melhor filtro que existe! Fazê-los perceber que a quantidade de tempo que dispõem é para colocar em prática seus talentos e qualidades pessoais para fazer algo útil e servir melhor aos demais. Com isso, terão uma vida fecunda e assumirão grandes ideais. Quanto às crianças pequenas, ter presente que não há motivo que justifique o uso da internet por elas, já que movidas pela curiosidade e por não ter ainda a consciência formada, facilmente irão clicar em imagens e visitar sites inconvenientes (a consciência de uma criança são seus pais!). Mais do que navegar pela internet, a criança deve viver das realidades que a cercam.
Criar no lar uma cultura que favoreça as boas escolhas mediante a virtude da prudência, desenvolve nos filhos hábitos positivos e uma mentalidade esportiva e alegre frente às dificuldades, vendo-as como treinamento para crescer humana e espiritualmente, além de os fazer desenvolver outras virtudes: fortaleza, ordem, austeridade, espírito de serviço e solidariedade, temperança, sinceridade, sempre necessárias para assumir responsabilidades presentes e futuras no âmbito familiar, acadêmico, profissional e social.
Uma boa sopa de galinha para ganhar a todos pelo estomago, e disciplinar o lar para que a família viva um horário de dormir e de acordar, refeições, encargos domésticos, tempo de estudo e de lazer criativo (leituras, jogos de sala, tertúlias), favorecem o aproveitamento do tempo e o desenvolvimento da virtude da prudência.
Texto elaborado por Ari Esteves para o site www.ariesteves.com.br. Imagem de Andrea Piacquadio.
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