O termo educar deriva das palavras latinas e-ducere e e-ducare. A primeira etimologia se relaciona à ação de oferecer valores que conduzam ao pleno desenvolvimento da pessoa; a segunda, indica a ação de extrair da pessoa o que de melhor pode dar, tal como o artista que extrai do bloco de mármore uma bela escultura. Em qualquer das duas acessões, a liberdade do educando tem um papel decisivo.

         Formar os jovens é uma tarefa entusiasmante que cabe fundamentalmente ao protagonismo dos pais, mesmo que contem com a ajuda de preceptores ou professores. Trabalho delicado, forte, paciente e alegre, não isento de perplexidades, que se torna necessário pedir luzes a Deus. Educar é obra de artista que leva à plenitude as potencialidades que residem em cada filho, ajudando-o a descobrir a importância de se preocupar com os outros, ensinando a criar relações autenticamente humanas e a vencer o medo de comprometer-se… Ou seja, é capacitar cada filho para que responder ao projeto de Deus sobre a sua vida.

         Não há educação perfeita e sempre será possível melhorar ao aprender com os erros e dedicar tempo para atualizar a formação pessoal. Educar é preparar para a vida, e isso exige o mesmo esforço que qualquer meta no âmbito profissional, humano ou espiritual. Educar enfrenta dificuldades vindas do ambiente e exige que educador e educando melhorem em vários aspectos. Escrivá de Balaguer animava os pais a terem o coração jovem para vivenciar as aspirações nobres ou extravagâncias dos filhos, sabendo lidar com situações novas que possam não agradar, mas que por vezes são modos diferentes de viver até melhores que os de antigamente. Há ocasiões em que as dificuldades surgem de assuntos sem importância, mas que devem ser superados com bom-humor.

         Os pais não só educam sempre, mas educam para sempre, porque suas atuações nunca são neutras ou indiferentes. Os filhos necessitam de orientações, além de que desde pequenas impõem a lei dos seus caprichos. De pouco serviria uma educação que se limitasse a resolver situações momentâneas e sem projeção futura, deixando os filhos à mercê de dependências relacionadas ao consumismo, intemperanças, vícios, ideologias da moda, egoísmo de pensar apenas em si…

         O segredo de uma boa educação está na confiança. Crianças, adolescentes e jovens necessitam falar sem medo com os pais, e crescer na confiança por meio do diálogo aberto, amigável. Escrivá de Balaguer aconselhava aos pais para serem amigos dos filhos e se colocarem ao nível deles para os entenderem e facilitar a autoridade paterna, exigida pela própria educação. Os jovens, mesmo os mais indóceis e independentes, querem essa aproximação com os pais.

         Educar em clima de familiaridade e nunca dar a impressão de desconfiança, mas de liberdade com responsabilidade: é preferível que os pais se deixem enganar alguma vez, do que desconfiar sempre. Os filhos se sentem envergonhados, caso alguma vez os filhos traiam a confiança dos pais. Mas, se percebem que os pais não confiam neles, se sentirão propensos a enganar sempre. Alimentar constantemente o ambiente de confiança ao acreditar sempre no que digam, sem duvidar e sem criar distâncias.

O Autor

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