1 – A importância do elogio. 2 – O elogio faz o subconsciente sugerir que repita a ação. 3 – Não premie com brinquedos. 4 – Parâmetros para o elogio. 5 – Elogiar diante de outras pessoas. 6 – Sempre que houver um esforço, elogiar.

1 – A importância do elogio

      É tão importante exigir o cumprimento de uma ordem, quanto reconhecer o esforço ao ser cumprida. Demonstre alegria quando a criança se comportou bem. Não veja a melhora na conduta dela como algo natural ou que tenha sido fácil de alcançar.

      Há pais que temem premiar as boas condutas dos filhos; acham que o bom comportamento deve ser uma atitude normal. É injusto fechar os olhos e não reconhecer o esforço do filho, por exemplo, que tirou boas notas, quando eram fracas.

      Pais assertivos têm presente o impacto do elogio ao ver nele o reforçador mais útil que possuem: ajudam que os filhos perseverem na boa conduta porque dá a entender que eles, pais, são justos ao notarem os esforços da criança, que terá a autoestima fortalecida:

      − “Filha, você hoje me ajudou muito com a casa. Vamos tomar um sorvete!”.

2 – O elogio faz o subconsciente sugerir que repita a ação

      Surpreenda a criança todos os dias ao parabenizá-la pelo que realizou bem, pois o subconsciente dela registrará o agrado e a incentivará repetir a ação. Elogiar os dois irmãos que brincaram juntos sem brigar; dizer-lhes que merecem pudim na sobremesa do jantar.

      Dizer ao filho reclamão que obedeceu sem protestar:

      − “Fico feliz com sua atitude de desligar a TV e se aprontar para a escola. Me dá um abraço”.

      Sem que você tenha pedido, a criança vestiu o pijama, guardou a bermuda no cabide, banhou-se e escovou os dentes: vá até o quarto dela e elogie essa atitude e conte uma história como prêmio.

3 – Não premie com brinquedos

      Não premiar a criança com brinquedos para não transformá-la em consumista e interesseira; nem aceite chantagem do tipo “Só arrumarei a mesa se ganhar um carrinho!“. O prêmio deve ser uma liberalidade dos pais.

      A criança se sente especial com o tempo dedicado a ela. As melhores compensações são aqueles momentos juntos com os pais: brincar com bola, irem ao parque, assistir um vídeo, dormir mais tarde para ficar com os pais. Se no dia anterior o filho foi castigado porque tratou mal seu melhor amigo, e agora brincam amigavelmente, o pai poderá dizer:  − “Você brinca com o Julinho se brigar. Vou trazer um sorvete para cada um”.

4 – Parâmetros para o elogio

      Ao elogiar, caminhe até a criança, olhe nos olhos dela e diga o que fez bem. Se oportuno, dê toques suaves no ombro ou alise cabeça dela para aumentar impacto da mensagem. Não elogie demais um pequeno êxito, mas sim os importantes: se melhorou um pouco as notas escolares não diga: − “Que maravilha!”, mas − “Melhorou bem, mas ainda falta um pouco de esforço para encerrar bem o semestre”.

      Evite ironias ao elogiar, que seria um modo escamoteado de ser hostil: − “Como limpou bem seu quarto hoje! Já era hora…”. Ou, − “Inacreditável, você hoje não brigou com seu irmão!”. Esse tipo de ironia frustra a criança porque revela que os pais não confiam nela, nem acreditam no esforço dela por melhorar.

5 – Elogiar diante de outras pessoas

      Elogiar diante de outra pessoa agrada a criança, sendo também um reforço positivo. A esposa diz ao marido, na presença filha: − “A Maria me ajudou muito no trabalho da casa”. O pai olha para a filha e diz: − “Fico feliz com o que disse a mamãe! Você é uma filha muito especial”, e a beija.

      Agregar ao elogio ações não verbais como carícia, abraço, significa mais do que um simples “que bom!”. Para as crianças pequenas dizer apenas “quem bom” é insuficiente, se o esforço para mudar foi grande. Necessitam motivações mais palpáveis do que palavras.

6 – Sempre que houver um esforço, elogiar

      Elogiar raramente não produz efeito. O mesmo elogio pode durar mais tempo para fixar um comportamento: elogiar durante uma semana a filha de quatro anos cada vez que se vestiu sozinha; premiar durante vários dias o filho de sete anos que não brigou mais com o irmão menor ao brincar com ele.

Texto produzido por Ari Esteves, com base no livro “Carinho e firmeza com os filhos”, de Alexander Lyford-Pike, Editora Quadrante, São Paulo.

O Autor

Gostou deste Boletim?

Se puder contribuir com nosso trabalho, envie sua contribuição para o PIX: 

ariesteves.pedagogo@gmail.com