1 – Um querer verdadeiro. 2 – Ser paciente com os defeitos dos demais. 3 – O amor se demonstra na convivência diária. 4 – A mulher sabe tornar o lar amável e atraente

1 – Um querer verdadeiro

         As pessoas de uma família devem aprender a querer-se. Não basta tolerarem-se, que seria muito pouco. O carinho deve ser não apenas humano, mas sobrenatural ao ter Deus de permeio. E para querer-se, não há nada que arraste tanto como o carinho.

         A caridade – também chamada de amor – é ordenada, o que significa que não basta ser simpático com as pessoas do ambiente escolar, profissional ou social, e deixar de sê-lo com os da família, pois tal comportamento revela hipocrisia, falsidade.

         Marido e mulher devem se amar, e depois fazer esse amor transbordar aos filhos, e não ao contrário. Ter o cônjuge em primeiro lugar no amor não diminui o afeto dos filhos pelos pais, ao contrário, lhes dá segurança ao comprovar que os pais ao se amarem verdadeiramente torna estável e permanente o lar, pois permanecerá sempre unido. Infelizmente, quando marido e mulher deixam esfriar o amor mútuo, correm o risco de que a separação bate à porta do casal, que por vezes transferiu o amor unicamente ao filho, e este agora se verá sozinho. A esposa (ou marido) que dedica mais atenção à criança, e esquece do outro cônjuge, se equivoca em sua missão, deseduca o filho, e coloca em risco a estabilidade da família.

2 – Ser paciente com os defeitos dos demais

         A convivência familiar é possível quando todos tratam de ir corrigindo as suas deficiências, e sabem passar por alto os pequenos defeitos dos demais, sem fazer tempestade em copo de água. Cada pessoa tem seu temperamento, caráter, gostos, gênio ou mau gênio… E não há filho de Adão e Eva que não tenha defeitos a corrigir por meio de uma luta alegre, paciente e positiva, a fim de ganhar as virtudes contrárias aos defeitos que possui; como também será difícil que alguém não tenha em seu temperamento e caráter aspectos agradáveis que facilitam a querê-lo bem.

         Quando há amor entre todos os membros da família, supera-se rapidamente aquilo que poderia ser motivo de divisão ou divergência. Se alguém na família diz que não pode aguentar isso ou aquilo do outro, exagera e busca motivos para justificar sua impaciência e pouca caridade, além de demonstrar possuir um coração mesquinho, não magnânimo.

         Um grande princípio de vida é saber calar-se e esperar para dizer as coisas de modo positivo, em outro momento. Devemos buscar em Deus a fortaleza necessária para dominar os próprios caprichos, ceder em assuntos de livre opinião, colocar-se ao serviço aos demais e saber mudar os planos pessoais para se adaptar ao querer dos demais.

3 – O amor se demonstra na convivência diária

         No dia a dia da vida familiar encontram-se as ocasiões para sacrificar-se alegre e discretamente para fazer a vida agradável aos demais, e demonstrar na prática que ama os seus familiares: pai, mãe, irmãos…

         Vários são os pormenores que dão sabor agradável à convivência diária de uma família, e que revelam que ali há verdadeiro carinho entre as pessoas:

         – O sorriso habitual, o bom-humor, que são expressão da paz e ordem interiores;

         – Saber pedir desculpas quando se erra;

         – Evitar dizer as coisas quando se está irritado para não correr o risco de proferir palavras cheias de amargura que ferem, e que depois serão motivos de arrependimentos;

         – Decoração simples e acolhedora (a riqueza é desnecessária);

         – O cuidado material da casa: consertar rapidamente o que está com defeito para que dure;

        – Manter a casa limpa, ordenada, com flores, e utensílios domésticos reluzentes;

         – A ordem nos objetos pessoais;

         – Correção nos vestir, andar sem fazer estrépito;

         – Asseio no corpo, nas roupas e na alma;

         – O jantar diário em horário fixo para cada um controlar o tempo de outros afazes e chegar pontualmente;

         – Fazer as refeições na mesa e não no sofá vendo TV;

         – O bate-papo familiar durante as refeições, sem que a TV seja a protagonista, faz crescer o amor mútuo;

         – A limpeza dos pratos, talheres e guardar tudo nos devidos lugares, após as refeições, é dever de todos os comensais, e não apenas de um deles;

         – Se a criança deseja falar algo, parar o que se está fazendo para ouvi-la com atenção, olhando nos olhos dela;

         – Não deixar que as preocupações pessoais isolem dos demais demonstra verdadeira caridade cristã, e sentido sobrenatural que leva a fazer tudo tendo presente a Deus na própria vida;

         – Lar é disciplinado com horário de dormir e acordar, a fim de facilitar a que todos vivam a ordem e descansem as horas necessárias: não mais que oito horas, nem menos que 7h30;

        – Passeios familiar de meio período nos fins de semana (parques, exposições, museus), ou dia inteiro uma vez por mês (contemplar a natureza, parques temáticos, etc);

        – Ocasião maravilhosa para crescer no amor mútuo são as tertúlias ou bate-papo após as refeições, sentados na sala ou na cozinha, onde cada um ouve com atenção ao que o outro diz, e também conta coisas divertidas ocorridas durante o dia (TV e celulares desligados).

4 – A mulher sabe tornar o lar amável e atraente

         Todos esses detalhes ajudam enormemente que haja no lar um ambiente sereno e aconchegante, onde todos ansiarão por retornar no final do dia. A mãe é a força que reveste de atração a vida familiar; é a quem possui a sabedoria para atribuir tarefas a cada filho – do menor ao maior –, para que todos aprendam a ser generosos e colaborem com o bem-estar de todos, e não vivam uma vida egoísta e reclusa em seu quarto. A mulher tem especial dom para criar um lar acolhedor, onde tudo funciona bem. Certamente o marido ajuda nessa tarefa, e supõe um reforço à autoridade materna, a fim de que as crianças obedeçam e colaborem sempre.

Texto produzido por Ari Esteves para o site www.ariesteves.com.br. Imagem de Nataliya Vaitkevich.

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