Um modo de adquirir ou transmitir valores e modelos de conduta encontra-se nas narrativas: histórias familiares, contos, romances… Contar histórias é melhor do que discursos teóricos para a configuração da personalidade humana e conhecimento do bem e do mal, porque a experiência narrativa oferece à inteligência valores ou antivalores concretizados em modelos a imitar ou a evitar. É muito humano ter modelos, mas é preciso não errar na escolha para não construir sobre bases falsas que originam fracassos.
Mesmo em época de crise de valores, como a atual, encontramos na família, nas relações profissionais e sociais indivíduos que personificam um ideal de excelência humana com sua vida edificante: casais que completam 30, 40 ou 50 anos de união transmitem valor de fidelidade; colegas de trabalho que não aceitam subornos revelam-se como modelos de honestidade; lares generosos e abertos à geração de filhos mostram ser a família um valor fundamental; pessoas que sacrificam sua comodidade nos fins de semana para ajudar em ONGs ou entidades de apoio aos necessitados transmitem desprendimento próprio e a alegria em servir…
A literatura também oferece muitas obras repleta de valores: “Odisseia”, de Homero, mostra a fidelidade entre Ulisses e Penélope; MacBeth, de Shakespeare, revela o antivalor da ambição e até onde pode chegar a paixão pelo poder; Pinóchio, de Carlo Collodi, revela o que são as falsas amizades e como a mentira destrói o corpo e a alma. Modelo maior de valores assumidos e de virtudes vividas é Jesus Cristo: basta ler sua biografia, que são os quatro Evangelhos, para se sentir convidado a imitá-Lo.
Em nossa época impera a cultura da imagem e da emoção, o que torna o cinema um grande recurso para a transmissão de valores e educação dos sentimentos. Os bons enredos apresentam cenas onde personagens vivenciam aspectos essenciais da vida humana, facilitando o conhecimento do bem e do mal ao apresentar valores (fidelidade, fortaleza, resiliência), ou antivalores (covardia, traição, falsidades). Os bons filmes propiciam ocasiões excelentes para manter diálogos significativos com os filhos: “O último samurai”, um canto à honra e ao serviço”, “O resgate do soldado Ryan”, entre tantos outros (o site https://pablogonzalezblasco.com.br comenta vários e excelentes filmes e livros).
Educar em boa parte é transmitir os valores. Um valor não necessita ser enfiado goela abaixo, porque ele se impõe pela carga de verdade que possui, e que tanto esclarece a inteligência e fortalece a vontade, sendo assumido por decisão própria. A pergunta sobre os valores ou modelos que escolhemos tem sentido porque direcionamos a nossa vida por eles. Há quem age por valores de utilidade primária (comer, beber, se divertir, beleza física, fama, poder, dinheiro); outros, por valores transcendentais que visam servir a Deus e aos demais. Atualmente, muitos adolescentes se massificam ao imitar youtubers de sucesso e com pouco valor moral a transmitir. Examinar os valores que regem a própria vida e os que se deseja para os filhos é necessário para não construir sobre bases falsas que originam fracassos.
Texto de Ari Esteves e imagem do ChatGpt. Indique nossos boletins a parentes e amigos para que possam se inscrever pelo site www.ariesteves.com.br, e receber os textos gratuitamente e por e-mail.
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