1 – Ter o conjugue em primeiro lugar no amor. 2 – A criança se sente segura ao ver que seus pais se amam. 3 – Se um filho desune os pais, a função educativa se vê truncada.
1 – Ter o conjugue em primeiro lugar no amor
Ter o cônjuge em primeiro lugar no amor não diminui o afeto dos filhos pelos pais. Infelizmente, a separação bate à porta do casal que permitiu o esfriamento do amor mútuo, por vezes transferido unicamente para o filho. O cônjuge que dedica mais atenção à criança, e esquece o outro cônjuge, se equivoca em sua missão, e deseduca o filho.
Duas irmãs conversavam, e a mais velha aconselhava a mais nova para que observasse como procedia o pai delas ao chegar em casa, ao final do dia: − Onde está a minha linda esposa?, e ia até ela, beijava e ajudava-a no que fosse preciso. Então, a irmã sugeria à mais nova que perguntasse às colegas da escola se havia outro pai que fizesse questão de mostrar aos filhos que a esposa era a pessoa mais importante da vida dele.
2 – A criança se sente segura ao ver que seus pais se amam
Educa-se quando o amor ao filho é o prolongamento do amor entre os pais; deseduca-se quando o amor ao filho distancia os pais, o que faz perder eficácia a obra educativa, que deixará de ser conjunta (de pai e mãe). Se um homem e uma mulher se casam porque se amam, e o fruto dessa união é o amor mútuo espelhado numa nova pessoa chamada filho, ambos devem concluir que o mais importante é o amor entre eles, esposos, para que a criança possa se sentir segura ao reconhecer-se como fruto desse amor. Os pais devem fazer notar que se querem, sem expor os carinhos próprios da intimidade conjugal diante dos filhos, pois isso seria equivocado.
3 – Se um filho desune os pais, a função educativa se vê truncada
A criança idolatrada e tida como a número um no amor de seu pai e de sua mãe, torna-se autocentrada e se vê como o sol do seu próprio universo, e seus pais meros satélites, sem desconfiar que a luz que emite é reflexo do amor de entre seus pais: caso essa luz se apague, o universo da criança ficará no escuro.
Uma criança perguntava à mãe sobre quem ela amava mais: a ela, filha, ou ao marido? A mãe respondia: − A seu pai, porque, além de tudo, ele me deu você. Essa mesma pergunta ela fazia ao pai, que dizia: − A sua mãe, porque, além de tudo, ela me deu você. A criança ficava intrigada e incomodada com essa resposta, pois achava que ela deveria brilhar em primeiro lugar no amor de seus pais. Porém, já adolescente, quando os pais passaram a dizer “Amo mais você, filha”, por fim compreendeu que a resposta não poderia ser essa, pois eles logo se divorciaram e ela se viu só.
O cônjuge que se sente infeliz porque foi trocado por um filho, esfria-se no amor. E o casal que já nada tem a dizer um ao outro, trilha o perigoso caminho que levará ao despenhadeiro a relação familiar. A mulher que esquece a sua condição de esposa e tem presente só a de mãe, e vê o marido apenas como provedor de alimento e segurança, está equivocada como mãe e esposa; o marido que concentra sua atenção na criança e considera a esposa como meio para ter um filho, cuidar da casa e preparar a comida, equivoca-se como marido e pai.
Quem desloca o cônjuge para fora da lista de prioridades no amor, sinaliza que seu casamento não anda bem, e que as promessas de amor eterno nada valeram. Se o amor entre os cônjuges vai bem, as demais circunstâncias da vida se ajustarão e a autoridade dos pais crescerá diante dos olhos dos filhos, como condição indispensável para o processo educativo deles. Mantenha o seu cônjuge como o número um na sua lista de prioridades no amor, pois assim seus filhos se sentirão seguros vendo a estabilidade do amor entre seus pais.
Texto produzido por Ari Esteves www.ariesteves.com.br
Ariovaldo Esteves Roggerio
Gostou deste Boletim?
Se puder contribuir com nosso trabalho, envie sua contribuição para o PIX:
ariesteves.pedagogo@gmail.com

Chave Pix copiada!